No photos!

Uma regrinha muito importante que todo viajante deve saber é a hora certa de tirar ou não uma foto. Estou falando em tirar fotos de pessoas e de lugares também. De igrejas, templos, casas, carros, praias, etc. Vale para tudo!

Hoje em dia com os celulares cada vez mais potentes e com as câmeras fotográficas muito mais acessíveis acabamos fazendo muito mais fotos que antigamente. Tiramos e postamos muitas fotos!

Mas será que é legal tirar foto de tudo e de todos? Nem sempre!

Cuidado para não entrar numa fria! Alguns lugares são marcados com placas de aviso: “No photos”, “photos not allowed” “prohibited images”, etc.

Em outros, você não verá nenhuma placa. Isso porque simplesmente não pode mesmo. Pergunte, simples assim! Na dúvida, peça permissão.

Tirar uma foto escondido e depois fazer aquela cara de paisagem também é péssimo. A pessoa pode ficar ainda mais irritada com você.

É claro, sempre existem as excessões. Se é um evento, algumas pessoas caminhando ou simplesmente algo que você veja que não é invasivo, você pode tirar a foto numa boa.

Se você está registrando uma cena do cotidiano e a pessoa não está muito próxima, ela não vai se sentir invadida. Muitas vezes nem perceber que você está tirando uma foto dela.

Seja discreto. Movimentos espalhafatosos chamam muito a atenção e acabam estragando o que seria uma boa foto e um bom registro de uma cena.

Quando quero fazer um retrato, ou quando quero que uma pessoa pose para mim, eu me aproximo e fico por alí por alguns instantes. Dificilmente eu já vou apontando a minha câmera e tirando a foto. Isso pode ser visto como algo brusco e até ofensivo.

Em muitos países, como a Índia, fotografar uma mulher sem o seu consentimento é considerado assédio sexual. Fotografar algumas imagens de deuses, templos, banhos, cerimônias e cremações no Ganges também é visto como altamente ofensivo!

Todo o cuidado é pouco!

Nos Estados Unidos às leis são mais relacionadas à propriedade privada. Fazer a foto de uma casa ou de um estabelecimento sem a autorização do proprietário pode trazer problemas.

Eu estive na maior mesquita da Índia, a Jama Masjid. Lá as fotos são permitidas e a concentração de indianos de todas as religiões é muito grande. A todo momento eles pedem para serem fotografados. No interior da mesquita já é um pouco diferente. Você precisa ser o mais discreto possível.

Há alguns anos atrás, a pop star Selena Gomez foi duramente criticada por postar fotos no Instagram na área interna da Grande Mesquita de Abu Dhabi, em Dubai.

No Japão, está proibido fotografar alguns templos e estátuas. Dizem que isso pode irritar os espíritos.

Se você for a um desses países, respeite a tradição e aproveite para contemplar a incrível arquitetura.

Eu também costumo deixar claro que não vou tirar a foto da pessoa no mesmo instante em que apareço para ela.

Primeiro, mostre que você está interessado nela e no que ela está fazendo. Quando digo isso, eu quero dizer o que? Caso seja um artesão, e ele esteja trabalhado, acompanhe o seu trabalho por alguns minutos. Faça algumas perguntas. Mostre que você se interessou pela sua arte. Só depois peça para fazer um registro.

Eu baixo a guarda. Deixo a minha câmera exposta mas “descansando” ou pendurada no pescoço mesmo.

Apontar uma câmera para uma pessoa sem mais nem menos, pode ser uma coisa muito ruim. Você gostaria? Eu acredito que não!

Para ganhar a confiança de alguém, nada melhor que um bom sorriso, uma apresentação. Essa é uma linguagem universal. É um bom gesto, e desde que seja sincero, já será um bom começo!

Se você não souber falar inglês ou a língua do país em que você esteja visitando, aponte para a câmera. Simples assim.

Se a pessoa não permitir, agradeça! Se ela aceitar, não faça um book de 1.000 fotos! Umas duas ou três para garantir já bastam!

Fez a foto? Mostre para a pessoa! Agradeça!

Não conseguiu fazer aquela foto que você tanto queria? Não se preocupe! Guarde esta cena na sua memória e no seu coração. Conte para as pessoas o que você viu e o que você sentiu naquele momento. Uma imagem vale mais que mil palavras? Nem sempre!

Por Marcos Galinari – fotógrafo, videomaker e documentarista // www.instagram.com/marcosgalinari

 

desvieidarota

Olá! Que bom que você veio! Sou Marcos Galinari, fotógrafo, videomaker, documentarista e apaixonado por contar histórias! Todo mundo já deve ter ouvido falar de uma das 7 maravilhas do mundo ou de um roteiro turístico pra lá de deslumbrante não é mesmo?! Mas, o que acontece quando você literalmente desvia da rota e vai além do cartão postal? Com certeza muitas descobertas e grandes experiências! E é este o meu objetivo por aqui. Dividir com vocês muito mais do que dicas de viagens e turismo. Eu quero, através do "Desviei da Rota", poder inspirar as pessoas através das minhas viagens. Vem desviar da rota comigo!

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